São 10 anos a frente da maison Lanvin: Alber Elbaz comemorou cantando “Que Sera Sera” num fashion moment lindo, logo após o desfile de outono-inverno 2012/13 naSemana de Moda de Paris, anunciando a festinha em seguida que rolou ali mesmo, com direito a bolo. Teve “Aquarela do Brasil” também, antes do parabéns! Na passarela, peças que valorizam e enaltecem a beleza da mulher, com acessórios mais gigantõesque nunca: pedrões, cabeças de animais selvagem em metal (onça, elefante), cintões, luvas coloridíssimas. A moda é divertida, é uma festa!
Bem Vindo ao meu novo blog. Aqui você encontra arte moda, beleza e cultura. Tudo relacionado ao mundo fashion!
sábado, 3 de março de 2012
Katy Perry na fila A de Paris
Katy Perry na fila A de Viktor & Rolf
Sim, ela foi! Linda como sempre Katy Perry, em look azul até no cabelo (e isso não é um exagero) compareceu ao desfile de outono-inverno 2012/13 de Viktor & Rolf na Semana de Moda de Paris.
Maison Martin Margiela – Paris outono-inverno 2012/13
A Maison Martin Margiela traz a silhueta alongada, com casacos compridos por cima de saias até o tornozelo ou calças amplas, que aparece muito nesta temporada de outono-inverno 2012/13. Junto dela, ótimas versões do terninho feminino e jaquetões de abotoamento duplo com as mangas costuradas nos quadris usados com golas altas, que ajudam a alongar o look. Elas vão subindo, até tomar o rosto das modelos, empeles e tricôs, e depois somem pra dar lugar aos ótimos vestidos recortados em camadas, num patch moderno, seguidos pela versão de saia-mullet da marca, que éplissada e dramática.
Um caso forte: coleção outono/inverno 2012 Calvin Klein
Calvin Klein: O poder é um afrodisíaco intenso. Para a Calvin Klein, é também uma realidade comercial substancial _ como renomada grife norte-americana e um dos motivos do sucesso do grupo Phillips Van Heusen. Talvez seja essa a única razão plausível para explicar por que os integrantes do movimento Ocupem Wall Street fizeram uma manifestação na frente do local onde acontecia o desfile da Calvin Klein Collection. A sorte foi que praticamente não apareceu ninguém.
Em contraste, a ideia de força real foi o tema explorado por Francisco Costa em sua coleção ousada. "É bem a mulher Bauhaus dos anos 20", explicou ele antes do desfile. "Ela tinha força, era muito poderosa". A ode arquitetural de Costa à mulher forte, porém, não se traduziu numa exaltação às guerreiras: quase como um paradoxo, o estilista conduziu o tema com mão mais sutil, exibindo roupas atraentes em formas ultrafemininas, a começar pelo primeiro look: um casaco preto de lã mohair evasê, preso por um cinto prateado largo. Outro exemplo foi o suéter curto de caxemira laranja escuro jogado sobre um tubinho da mesma cor.
Apostando nas lãs grossas, o resultado foi um sem-fim de casacos fantásticos, embora os vestidos de tecidos semelhantes tenham ganhado um ar pesado. O toque de força de Costa ficou por conta do couro _ que apareceu, por exemplo, em outro tubinho, com painéis brancos expostos nas dobras laterais, e num vestido sem mangas cujo corpete era preto e a saia estrutural, branca.
O efeito geral do cenário todo em preto, da batida lenta da trilha sonora e do penteado gráfico das modelos _ puxado de lado ou com franja curta como a de Rooney Mara, que estava na primeira fileira _ foi realmente poderoso, mas a realidade das roupas mostrou um lado mais suave, feminino e charmoso, com um toque de alta costura dos anos 50.
Bill Blass: Para o outono/inverno, Jeffrey Monteiro manteve o clima clean com looks enxutos e bem cortados. Casacos de lã ou cetim misto envolveram o corpo, usados sobre calças justas e saias lápis. Algumas jaquetas tinham um quê militar, com bolsos na frente e botões imensos, em looks decididamente de noite. Os destaques foram os vestidos, como o curto preto em pied-de-poule e o de noite, em tricô de fio dourado. O estilista também brincou com as cores _ incluindo azul, vermelho, verde escuro, dourado e preto _ na forma de painéis contrastantes, o que deixou interessantes alguns looks mais simples. Alguns vestidos e casacos apareceram com mangas de cores brilhantes ou faixas bordadas nos braços, que acrescentaram um ar esportivo e um clima juvenil a uma coleção um tanto inóspita.
Reed Krakoff: Reed Krakoff começou a trabalhar na sua coleção outono/inverno com a intenção de alcançar "um senso arquitetônico e geométrico com fluidez", como ele disse numa prévia _ e o pensamento tão elaborado resultou numa coleção ágil, com roupas muito chiques.
O conceito predominante do luxo no dia-a-dia fundiu uma atitude esperta com sofisticação adulta. Entre o escultural e o delicado, o primeiro levou vantagem; os looks pareciam um tiquinho pesados, talvez por causa da força do outerwear, que apareceu em tecidos robustos como lã mista, lona e pele de carneiro. A justaposição foi marcada tanto pelas peças usadas juntas _ casacos sobre vestidos e elementos fluidos _ como em peças individuais, com painéis sólidos e transparentes. O uso de vários tecidos num único item surgiu como uma forte tendência da temporada. Krakoff preferiu combinar texturas e densidades: um colete preto em lã, lona e couro, um suéter de caxemira com seda e couro. De qualquer forma, ele optou pelas combinações tonais. A maioria dos looks misturou texturas de preto ou branco, mas ele injetou pinceladas de carmim à coleção.
De vez em quando, podia-se sentir a presença de Celine no ar, mas Krakoff, sábio, manteve sua admiração sob controle para reivindicar o motivo minimalista como seu. Sua coleção progrediu muito num curto período de tempo.
Chado Ralph Rucci: A qualidade extraordinária de qualquer coleção de Ralph Rucci fica evidente logo de cara, mas, nesta temporada, o destaque ficou pelo uso dos tecidos, o cuidado por trás de cada silhueta bem cortada e a complexidade do trabalho, cuja melhor parte geralmente não fica evidente sem uma explicação do próprio estilista.
"Não tem tema, a não ser para mim", Rucci explicou, acrescentando: "É o meu conceito de roupa bonita". Os detalhes disseram tudo: uma jaqueta estilo cocoon de couro sobre uma túnica de pele com costura em couro trançado e minissaia de couro; uma capa, também de couro, com um trabalho intrincado; um casaco de zibelina de Barguzin revertido à peliça com a assinatura de Rucci pintada à mão e coberta em tule. Com tudo isso, fica óbvio que o estilista quer a mulher sensual _ o que fica mais que provado com suas botas de salto, em plástico.
A rainha do drama: coleção outono/inverno 2012 da Marchesa
Marchesa: "Bar, olha para cá"! "Stacy, sorria"! Sim, Refaeli e Keibler. As duas, ao lado de Petra Nemcova e Taylor Momsen, saíram dos Range Rovers (a Land Rover era patrocinadora do desfile) e atravessaram o tapete vermelho do The Plaza para delírio dos fotógrafos. A coisa toda parecia meio surreal, como se Georgina Chapman e Keren Craig ainda precisassem lembrar os convidados de sua sagacidade. A coleção elaborada que se seguiu falou por si mesma. Inspirada em "A Soul Brought to Heaven", um trabalho angelical do pintor William-Adolphe Bouguereau, a dupla conseguiu alcançar uma estética dramática e muitíssimo bem trabalhada _ área na qual elas se sentem bem à vontade. As criações, belíssimas, incluíram um casaco creme e dourado bordado à mão com pregas de tule saindo por baixo da barra, várias peças que brincavam com a ilusão de ótica _ como os vestidos de renda combinados com collants imitando esqueleto _ e o vestido de couro cortado a laser que fez as jovens de Hollywood desmaiarem.
Donna Karan: A exposição comemorativa dos 50 anos do CFDA no Instituto de Tecnologia da Moda traz um look da coleção de estreia de Donna Karan, de 1985. Glorioso em jérsei preto e acessórios dourados, ele é um lembrete do que as mulheres sempre quiseram dos estilistas: a urbanidade chique. Parabéns a ela por voltar ao conceito neste outono/inverno com uma ode glamorosa à _ defina-a como quiser _ mulher poderosa, sensual, cerebral, avião.
A coleção foi baseada numa silhueta finíssima, quase etérea, e muita alfaiataria, principalmente em risca de giz. Donna incorporou os detalhes assimétricos por que é conhecida _ meia gola, drapeado lateral, fendas não-alinhadas _ e teve a audácia de redescobrir o ombro. Ela encerrou com os chapéus fedora "cubistas" (com uma assimetria toda própria) de Stephen Jones, que provou ser uma das maiores estrelas da temporada nova-iorquina. Tudo tinha um ar de novidade _ vestidos enxutos, bem construídos e uma mistura milagrosa de jérsei feltrado e lantejoulas sobre algo transparente.
Parece bom, né? Sim, mas com algumas restrições bizarras. Independentemente disso, os pensamentos de três editores do Women's Wear Daily (e, por tabela, outros membros do público) foram parar na terra de Ralph Lauren. Por quê? Ralph não é dono da risca de giz (Donna já usou a sua cota) e ela tem direito a uma jaqueta de montaria vermelha em 26 anos. Falando somente das roupas, as silhuetas, os cortes e os detalhes são todos da Donna... o que deixa apenas dois culpados: o estilo e/ou a apresentação. É só uma ideia.
Inteligente como ela é (e esperta também), Donna decidiu que se exibisse três coleções durante a Semana da Moda (Donna Karan, DKNY, DKNY masculino), ficaria com um buraco; sendo assim, simplesmente acrescentou a Casual Luxe ao evento _ e mesmo que qualquer coleção com doze looks que tente abranger modelos tipo camisola e jaquetas de motoqueira seja considerada, no mínimo, contrastante, surgiram várias peças sólidas.
Badgley Mischka: Mark Badgley e James Mischka trabalham com a mulher que gosta de glamour, cobrindo-se com ele da cabeça aos pés. A coleção (Badgley Mischka, Mark + James e Couture fundiram-se na passarela) foi uma apologia explícita ao excesso.
Chiffons e organzas apareceram ricamente decorados; as roupas de noite brilhavam _ como vestido de lantejoulas e miçangas ou o de brocado metálico. No geral, a coisa deu certo porque os estilistas mantiveram a silhueta adequada, a ampulheta compacta, as roupas de noite de lantejoulas e jérsei. De vez em quando saíram do brilho, como no vestido coluna drapeado de crepe preto. O que não funcionou: o ritmo. Caras, vocês têm que agilizar.
Thakoon: A mulher clássica não é bem o tipo de Thakoon Panichgul, por isso foi uma surpresa vê-lo montar sua coleção em torno de formas mais arrumadinhas, como os vestidos curtos e retos com manga três quartos. A pintura das modelos combinou com a vibração das roupas (magenta, fúcsia e cereja ) _ cores do coração. Panichgul em versão romântica. "É, eu estava me sentindo meio sonhador", ele confessou durante a prévia.
"Tem aquele charme antigo, tipo Nova York romântica". Parece até exótico se comparado aos seus dois últimos desfiles, eventos estelares cheios de referências étnicas tão díspares como marajás e Maria Antonieta. Essa coleção não chegou à mesma altura na questão da fusão de cores e exotismo, mas pelo menos exibiu roupas lindas.
Os belos clichês foram propositais, embora nada fosse explícito _ esse não é o estilo de Panichgul. Uma ironia subliminar e uma sensualidade subversiva permearam a coleção, flertando com o mau gosto o tempo todo. O casaco de lã pelo de camelo, por exemplo, parecia todo certinho na frente, mas tinha uma gola em estampa de pele de leopardo roxa e um painel de couro trançado nas costas. O couro enrugado apareceu em preto e em rosa (numa saia com um laço enorme na parte de trás). Suéteres grossos trançados com pele de cordeiro da Mongólia criaram uma explosão de fofura. Para a garota que não gosta de dar bandeira, havia opções de discrição chique também, como a regata preta _ praticamente sem costas _ usada com calças combinando.
Comércio local: coleção outono/inverno 2012 Marc Jacobs
Marc Jacobs: Uma prévia em plena noite de domingo exibiu muita moda: garotas esperando as provas com chapéus de pele enormes, à moda do Dr. Seuss (e Stephen Jones), sobre pilhas elaboradas de roupas impecavelmente montadas, em tecidos incríveis, e sapatos cheios de acessórios (hologramas, fivelas brilhantes). O que não estava previsto foram a emoção intensa e o lirismo do desfile que Marc Jacobs apresentaria 24 horas depois.
Tudo começou com as análises do advancedstyle.blogspot.com, um site que celebra a moda nova-iorquina mais antiga _ aquela que mostra uma certa ostentação _ e se transformou num comentário visual pungente sobre embelezamento, autoexpressão e decadência.
Ao longo do processo houve vários atrasos, o envolvimento posterior de um Learjet e uma conversa animada e impetuosa entre Jacobs e Rachel Feinstein pouco menos de duas semanas antes do desfile, que resultou no cenário intrigante criado por ela. "Estou pensando em coisas quebradas, puritanos, peregrinos e uma certa melancolia fingida de inverno", disse o estilista. "Essa é a minha especialidade", ela respondeu. O resultado foi uma série de grotos decadentes feitos de madeira finíssima, com arcos decrépitos acompanhando vários degraus por que as modelos desciam.
Elas usavam estolas sobre casacos sobre saias sobre calças, suéteres quadrados sobre vestidos em formato de ovo, agasalhos justos de brocado sobre camisas impecáveis. A maioria dos looks demonstrava uma subcorrente eduardiana reprimida na curvatura da silhueta, estrutura obtida através de corte e montagem e não crinolinas desajeitadas. Valeu a pena esperar pelos tecidos: brocados intrincados, tweeds misturados com couro, tule brilhante com fio de lã e lantejoulas... e muitos flashes de cor, ousadas e suaves, surgiram para interromper a dominância dos pretos e cinzas.
Mesmo entre as cores mais sóbrias, a variedade prevalente contrastava com a fisionomia das meninas, lenta e graciosa, num traço elegíaco na serenidade. Elas caminharam ao som de "Who Will Buy (This Wonderful Morning)?", uma balada sobre a antecipação de tempos difíceis de "Oliver!", um musical sobre crianças de rua. Impossível não se emocionar _ ou não perceber a progressão temática, que passou de muito excesso aos vestidos pretos em patchwork que fecharam o desfile. Uma ode à beleza e à inevitabilidade do lamento de um estilista complicado e brilhante que não é mais jovem? Talvez. Ou talvez seja apenas a alternativa chique às sereias brilhantes. Quando bem feita, a moda é intrigante.
Helmut Lang: Nicole e Michael Colovos continuam a produzir looks descolados e de vanguarda para a Helmut Lang _ desta vez, inspirados pela série sombria da HBO, "Game of Thrones". As jaquetas, tops e vestidos bem cortados fizeram par com calças de couro justíssimas ou de brim brilhantes e equilibradas pelas formas mais suaves das jaquetas de pele, rendas, tricôs de fio grosso e as echarpes maravilhosas de Taiana Giefer. Embora a dupla não tenha reinventado seu look, injetou nele novos detalhes, mais que bem-vindos, em termos de cor (e calor com um vermelho queimado) e algumas estampas (como a colagem de três galhos), que resultou numa coleção para lá de satisfatória.
Zac Posen: Fiel à sua queda pela grandeza, Zac Posen mostrou uma coleção dramática, inspirada em sua fascinação por objetos chineses e o Japão. Vestidos curtos, longos e tailleurs para a noite em vermelho, dourado, cores fortes e alguns tons neutros foram dobrados e interligados como um trabalho em origami para acentuar e valorizar todas as curvas certas. Outros ingredientes orientais incluíram jacquards florais e a faixa obi. Não faltou nenhuma das silhuetas tradicionais de Posen: tops e jaquetas com peplum na cintura, barra de babados, alfaiataria impecável, cintura finíssima e sim, inúmeros vestidos-sereia _ embora alguns parecessem um tanto rígidos para a caminhada. Havia vestidos adoráveis, incluindo um em jacquard cor de alabastro e outros, mais simples, com detalhes de origami. De fato, Posen é excelente quando consegue conter o exagero. Sua indulgência nas mangas estilo quimono e casacos teatrais carregou alguns dos looks com peso e pompa excessivos. Apesar disso, os fãs do estilista têm muito que comemorar.
Theyskens' Theory: Em apenas algumas temporadas, Olivier Theyskens desenvolveu um estilo bem peculiar para a Theyskens' Theory: ultradescolado, com um clima urbano equilibrado por sofisticação adulta. Dessa vez, ele conteve seus impulsos góticos e reforçou o glamour com casacos e jaquetas de tweed de ouro puro que enfatizaram a qualidade de seu corte, além dos belos suéteres e efeitos em brim e veludo. Os momentos sombrios surgiram nas jaquetas, saias e shorts de couro preto, embora um pouco mais suaves graças ao tratamento de Theyskens.
Entre as roupas de noite, dois vestidos bem sóbrios exibiram aquele tipo de lirismo vitoriano que o tornou famoso e definiu seu trabalho na Nina Ricci e Rochas. É ótimo ver que aquela estética romântica está muito mais acessível, mas ainda assim, bastante forte.
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